Sou uma espécie de pessoa sem fernando no nome...escrevo, porque vejo no que leio o que num espelho não consigo ver .
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quarta-feira, julho 25, 2012
Saudade
Neste dia triste só me resta a felicidade…
Saber que não é mentira ter-te conhecido
E por mais que a noite demore, venha a idade
Que o tempo, enquanto nosso não será esquecido
Anfitriões do silêncio, imunes ao destino
Nas horas devassas, aquela ternura
Sempre, a mesma, a tua, como um toque fino
A vaguear na mente, somente à tua procura
Tenho saudades de ti, de te encontrar nos meus braços
Da voz que davas às palavras que não querias falar
Do teu cabelo solto parecendo voar como pássaros
De ti, saudades de ti, de te amar!
Amo-te no silêncio, sem destino, com palavras
Triste, feliz… à noite ou sem ela, no início, no fim
Amo-te todas as horas.
E na saudade quero-te ao pé de mim!
quarta-feira, abril 11, 2012
Desprendido
Despeço-me de ti sem qualquer adeus,
Neste instante difícil de interpretar,
Só me resta esperar…lembrar,
Todos os dias… e pedir aos céus…
As estrelas que a noite oferece,
Neste espaço vazio, que a escuridão ocupa,
Dou por mim a falar de ti, como se ela ouvisse…
Buscando momentos que a consciência não culpa,
Enquanto lágrimas correm-me, e eu ali!
Desprendido, imóvel esperando por ti…
Aqui neste lugar só teu.
A poesia é isso, tem tanto dessas coisas,
Coisas parecidas contigo, coisas...
Palavras que procuram nas rimas,
A tua voz... a chamar-me.
José Furtado
segunda-feira, novembro 22, 2010
Um dia e tu
Não sei como acordas
Não te vejo vestir
Nessas horas tu andas
Mexendo nelas sem fugir.
Agora vejo-te ali!
Acordada para mais uma história
Vestida com a roupa que eu despi
És tu, no meu dia,
Que criei para te inventar.
Não és tu que eu escrevo,
Mas adoro, para ti olhar.
Vendo-te andar por onde vivo.
Olhando o céu e ver-lhe chover
Unir-te as mãos ao vento
Ouvir-te gritar: viver!!!
E à tua pele chamar de tempo!
Respirar tua voz perto de mim...
Desejar teus desejos quentes!
Brincar às palavras contigo...
E perceber que não compreendes,
O porquê de eu ser assim!
Não te vejo vestir
Nessas horas tu andas
Mexendo nelas sem fugir.
Agora vejo-te ali!
Acordada para mais uma história
Vestida com a roupa que eu despi
És tu, no meu dia,
Que criei para te inventar.
Não és tu que eu escrevo,
Mas adoro, para ti olhar.
Vendo-te andar por onde vivo.
Olhando o céu e ver-lhe chover
Unir-te as mãos ao vento
Ouvir-te gritar: viver!!!
E à tua pele chamar de tempo!
Respirar tua voz perto de mim...
Desejar teus desejos quentes!
Brincar às palavras contigo...
E perceber que não compreendes,
O porquê de eu ser assim!
sábado, maio 15, 2010
Imaginação desinspirada

Se muitas vezes a lógica não está no abstracto,
Há abstracto desfeito na fluidez da lógica.
Vejo na tua voz uma folha que se deixa seduzir pelo mar,
Palavras que falas e eu ouço como se o sentido fosse o tacto,
Visão que me prende ao magnetismo do teu olhar.
Ando por onde andam as pessoas que não me vêem,
Deixo ficar a minha voz em sítios desertos de gente.
Passeio prosas em ruas que parecem versos,
Vejo coisas em coisas que outros olham.
Nas cores diversas que me ficam aquém;
Deixo a inspiração absorvê-las em algo que só se sente,
Penso nelas como se elas fossem partes de restos,
Que a imaginação procura em palavras que se escondem.
Desinspiração imaginária é o refugio dos sentidos,
As imagens desfazem-se cá dentro como aqui fora,
Há uma vontade de reinventar pensamentos perdidos,
Mas esta imaginação desinspirada, ainda demora.
sexta-feira, maio 14, 2010
Chão, Mar.

Nesse fundo de mar, há mar,
Neste chão de terra, há gente.
Do mar, vem o desejo de voltar,
Da terra, fica a saudade que se sente.
Sou imigrante nas palavras que escrevo,
Dessas palavras que lêem, sou emigrante...
Madrugada, mãe dos dias que revivo
Frio mudo! só de gestos me faz falante.
Oceano que separa o céu que nos aproxima!
Chão que treme no sossego da natureza,
Agita as almas, esquecem-se problemas,
É o vale da vida, uma rua para baixo, outra para cima.
Porto Formoso, porto do mar, chão de terra formosa.
sexta-feira, abril 16, 2010
Dom
Não é dom isso que tenho,
Quando um poema chama por mim.
Não sabe ele de onde venho,
Sabem os versos que a poesia é mesmo assim.
Não nasci poeta nem cresci.
No silêncio branco dos meus dias,
O presente que tive eu não perdi,
Hoje é o que dá sabor às minhas ideias.
Desse lugar de onde chego,
Oco de tudo em que se possa tocar,
Movem-se sentidos de um passado cego.
Paulatina, essa fala que vive sozinha.
Ouço-a como uma vontade de imaginar,
As palavras de uma mãe que nunca foi minha!
Quando um poema chama por mim.
Não sabe ele de onde venho,
Sabem os versos que a poesia é mesmo assim.
Não nasci poeta nem cresci.
No silêncio branco dos meus dias,
O presente que tive eu não perdi,
Hoje é o que dá sabor às minhas ideias.
Desse lugar de onde chego,
Oco de tudo em que se possa tocar,
Movem-se sentidos de um passado cego.
Paulatina, essa fala que vive sozinha.
Ouço-a como uma vontade de imaginar,
As palavras de uma mãe que nunca foi minha!
quinta-feira, abril 08, 2010
Sinais
São resquícios, essa coisa que não sei chamar;
Entre o querer e o azar de não poder,
Vou encontrando interpretações, sem saber,
Se devo esquecer ou então lembrar.
Será o destino a cruzar-se comigo
Ou são acenos de outra realidade.
Um clarão que ilumina o escuro de um abrigo
Ou a lenta sombra da saudade.
Sinais que surgem do quase nada,
Fazem parecer o que outras vezes pensei,
Como se as estrelas viessem de uma noite inventada.
São sinais que quero descobrir,
Fácil, será aceitar o que ainda não imaginei;
Difícil, vai ser deixar de os perseguir.
Entre o querer e o azar de não poder,
Vou encontrando interpretações, sem saber,
Se devo esquecer ou então lembrar.
Será o destino a cruzar-se comigo
Ou são acenos de outra realidade.
Um clarão que ilumina o escuro de um abrigo
Ou a lenta sombra da saudade.
Sinais que surgem do quase nada,
Fazem parecer o que outras vezes pensei,
Como se as estrelas viessem de uma noite inventada.
São sinais que quero descobrir,
Fácil, será aceitar o que ainda não imaginei;
Difícil, vai ser deixar de os perseguir.
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