Desde que descobri o Benfica na minha vida esta é a época mais dececionante que encontro no meu palmarés de adepto. Nunca vi o Benfica estar tão perto de ganhar e não conseguir vencer, parece redudante. Mas no futebol as grandes equipas tornam-se fortes quando depositam na luta a guarra que faz vencer os jogos que parecem perdidos.
Está na hora de o Benfica aceitar o seu passado glorioso e construir um futuro igual. Assiste-se, inflizmente, à ideia quase patológica que o historial deste clube basta para vencer. O maior adversário do Benfica é a sua própria grandeza, é ela que motiva os outros clubes, que não a têm, é ela que de certa forma torna ofusca a realidade daqueles que têm a responsabilidade de a suster, de a liderar, de a manter.
Espero que o futuro próximo seja de grande competência diretiva, técnica e dos atletas profissionais.
Sou uma espécie de pessoa sem fernando no nome...escrevo, porque vejo no que leio o que num espelho não consigo ver .
quinta-feira, maio 12, 2011
segunda-feira, maio 02, 2011
oculto lado do amor
Deixo neste poema,
Toda a sensibilidade que levita,
Na saudade selvagem de te querer,
Sentir novamente...
Incessantemente.
Nessa beleza infinita,
Os teus sôfregos de prazer;
Alivia-los neste poema.
É do espaço que não ocupas,
Que vais ocupando grande parte do meu ego;
Como o ar que avoluma os pulmões,
Como a natureza que me cerca a visão.
É da tua invisível presença,
Que escrevo no compulsar dessas rimas,
Transforma-las em paixão...
Timidamente disfarçada em sossego;
São os estalos das minhas impulsões.
Descarrego neste poema introspectivo,
O sentimento ímpar de ser pensado;
Na frágil imensidão da vida;
No raro arrepio de um amor altivo.
Corrupio louco sem rumo traçado.
Encosto suavemente a minha visão interna,
Nos ombros desse oculto lado do amor,
Que se instala nas extremidades duma visão interna,
Que cresce nos poros dessa vida que agora tem sabor.
Entre tantos, és um mundo fora desse,
Interior e mente, sinónimo do meu.
Linda, voz e pele, lábios e emoções;
Sabe o corpo o que o coração diz,
Almas gémeas numa união de sensações,
Brotam razões na razão feliz,
Telepatia lógica de um sublime céu,
Envolta nesse lado oculto do amor...
Estendido e arrumado, amanhece.
É assim que te amo,
Dia e noite, presente ou ausente,
És o som que ouço,
O tempo que chamo,
A vida que peço,
O descanso da minha mente.
Toda a sensibilidade que levita,
Na saudade selvagem de te querer,
Sentir novamente...
Incessantemente.
Nessa beleza infinita,
Os teus sôfregos de prazer;
Alivia-los neste poema.
É do espaço que não ocupas,
Que vais ocupando grande parte do meu ego;
Como o ar que avoluma os pulmões,
Como a natureza que me cerca a visão.
É da tua invisível presença,
Que escrevo no compulsar dessas rimas,
Transforma-las em paixão...
Timidamente disfarçada em sossego;
São os estalos das minhas impulsões.
Descarrego neste poema introspectivo,
O sentimento ímpar de ser pensado;
Na frágil imensidão da vida;
No raro arrepio de um amor altivo.
Corrupio louco sem rumo traçado.
Encosto suavemente a minha visão interna,
Nos ombros desse oculto lado do amor,
Que se instala nas extremidades duma visão interna,
Que cresce nos poros dessa vida que agora tem sabor.
Entre tantos, és um mundo fora desse,
Interior e mente, sinónimo do meu.
Linda, voz e pele, lábios e emoções;
Sabe o corpo o que o coração diz,
Almas gémeas numa união de sensações,
Brotam razões na razão feliz,
Telepatia lógica de um sublime céu,
Envolta nesse lado oculto do amor...
Estendido e arrumado, amanhece.
É assim que te amo,
Dia e noite, presente ou ausente,
És o som que ouço,
O tempo que chamo,
A vida que peço,
O descanso da minha mente.
domingo, abril 17, 2011
Páscoa
Não tem data definida a ressurreição,
Certo é a Sexta-Feira Santa;
Dia em que Cristo deixa de viver,
Três dias de crença Cristã...
Demora a passagem da morte para a vida,
E do sepulcro se fez desaparecer.
Religião que os cristãos defendem com fé,
Momento do ano em que os coelhos dão ovos,
Parecendo contra natura, simboliza fertilidade,
Páscoa, tradição de muitos séculos.
Romarias, de gente, trilham destinos e promessas,
Na companhia da dor, a alma agradece a felicidade,
Como se do céu viesse a luz que ilumina todas as alegrias,
Juntas numa só...devoção.
Certo é a Sexta-Feira Santa;
Dia em que Cristo deixa de viver,
Três dias de crença Cristã...
Demora a passagem da morte para a vida,
E do sepulcro se fez desaparecer.
Religião que os cristãos defendem com fé,
Momento do ano em que os coelhos dão ovos,
Parecendo contra natura, simboliza fertilidade,
Páscoa, tradição de muitos séculos.
Romarias, de gente, trilham destinos e promessas,
Na companhia da dor, a alma agradece a felicidade,
Como se do céu viesse a luz que ilumina todas as alegrias,
Juntas numa só...devoção.
quarta-feira, abril 06, 2011
Notícia: O Benfica não foi campeão!
Sendo eu Benfiquista, adepto de um clube eclético, que sofre por alegrias e desespera com tristezas, encaro o ultimo campeonato, perdido por nós, de uma forma um tanto quanto irónica. Soube bem, ver o estádio da Luz dar o exemplo ao país de como se deve poupar electricidade.
"Findou" o campeonato a 5 jogos do fim, mas para o Benfica o campeonato terminou nos primeiros cinco jogos. Coincidências nos números que separam as extremidades dos pontos que fazem um campeão, muitas mais haverão nos mais que trinta jogos que este campeonato tem. Digo mais que trinta, não, porque não gosto de matematica, mas porque já deu para perceber que a verdade no futebol em Portugal tem mais do que meros 30 jogos.
"Findou" o campeonato a 5 jogos do fim, mas para o Benfica o campeonato terminou nos primeiros cinco jogos. Coincidências nos números que separam as extremidades dos pontos que fazem um campeão, muitas mais haverão nos mais que trinta jogos que este campeonato tem. Digo mais que trinta, não, porque não gosto de matematica, mas porque já deu para perceber que a verdade no futebol em Portugal tem mais do que meros 30 jogos.
quinta-feira, março 24, 2011
Mentira.
Por esta altura (temporária), no ano pretérito, Portugal já vivia em crise, crise que fora dissimulada porque o Benfica tornara o país num estado de euforia. A realidade de hoje é diferente, não só a crise é maior como o Benfica não vai ser campeão. Infelizmente!
O tema que desperta maiores atenções é indubitavelmente a crise política, essa crise que consegue fazer esquecer a outra, aquela em que grande parte da população portuguesa está mergulhada.Eu até ficava, vou ser sincero, extremamente bem disposto, se ao contrário de Crise Política os políticos estivessem em crise.
Começa a ser PECado o que os políticos, com a sua política estão a fazer às pessoas que votam, e aos outros que ainda não podem votar. É preciso lembar que todas as pessoas que votam também são responsáveis, porque depois de o fazerem e, muitas vezes, mesmo antes, expressam sempre o mesmo pensamento : "Os politicos dizem que fazem, mas depois nada fazem....só querem chegar ao poder". Bem, então o que leva um ser humano português a votar...uma cruz. A cruz que carrega de quatro em quatro anos ( e às vezes menos), pensando que se livra dela com a ajuda de uma ponta de uma esferográfica. Mentira, mentira.
O tema que desperta maiores atenções é indubitavelmente a crise política, essa crise que consegue fazer esquecer a outra, aquela em que grande parte da população portuguesa está mergulhada.Eu até ficava, vou ser sincero, extremamente bem disposto, se ao contrário de Crise Política os políticos estivessem em crise.
Começa a ser PECado o que os políticos, com a sua política estão a fazer às pessoas que votam, e aos outros que ainda não podem votar. É preciso lembar que todas as pessoas que votam também são responsáveis, porque depois de o fazerem e, muitas vezes, mesmo antes, expressam sempre o mesmo pensamento : "Os politicos dizem que fazem, mas depois nada fazem....só querem chegar ao poder". Bem, então o que leva um ser humano português a votar...uma cruz. A cruz que carrega de quatro em quatro anos ( e às vezes menos), pensando que se livra dela com a ajuda de uma ponta de uma esferográfica. Mentira, mentira.
sábado, março 19, 2011
Ser pai é ser
Se a um impulso o aceito,
Outra coisa nasce ainda.
No seu começo está a emoção;
Do seu fim chega a razão,
À superficie tenho-te no peito,
Bem no fundo guardo-te no meu coração.
Adio sonhar quando penso em sentir!
Nisto que conservo e não é meu,
Terno a quem se revê no céu;
Opaco a quem aos poucos se deixa cair...!
Nesta luta de sentir, herdo de meu pai.
Imaginação suspensa na verdade que sai,
Onde a realidade ensina a entrar.
Pai é o homem que criei dentro de mim.
Análogo a ti, meu pai, meu fundamento,
Compreender-te acompanhou-me assim.
Horas a fio na busca de ser eu proprio,
Enquanto do esforço, davas à vida,
Cansado do dia, bendito alimento...
Outro tempo ja passou e pai serás sempre.
Foste momentos, palavras e entoação.
Uns esqueci, outras guardo num som de paz.
Recordações de inocência e da idade,
Toldada em estrofes de uma educação,
Amado e defendido como rimas,
Dadas à poesia da vida, e então,
Ofereço a este poema, tu, Pai!
Ser pai é ser igual no ser,
É ser diferente por seres o meu,
É ser espaço, é ser alma, é ser nada e tudo,
É ter filhos e a todos nós, nos querer,
É ser ar ...o céu do nosso mundo.
José António Braga Furtado
Outra coisa nasce ainda.
No seu começo está a emoção;
Do seu fim chega a razão,
À superficie tenho-te no peito,
Bem no fundo guardo-te no meu coração.
Adio sonhar quando penso em sentir!
Nisto que conservo e não é meu,
Terno a quem se revê no céu;
Opaco a quem aos poucos se deixa cair...!
Nesta luta de sentir, herdo de meu pai.
Imaginação suspensa na verdade que sai,
Onde a realidade ensina a entrar.
Pai é o homem que criei dentro de mim.
Análogo a ti, meu pai, meu fundamento,
Compreender-te acompanhou-me assim.
Horas a fio na busca de ser eu proprio,
Enquanto do esforço, davas à vida,
Cansado do dia, bendito alimento...
Outro tempo ja passou e pai serás sempre.
Foste momentos, palavras e entoação.
Uns esqueci, outras guardo num som de paz.
Recordações de inocência e da idade,
Toldada em estrofes de uma educação,
Amado e defendido como rimas,
Dadas à poesia da vida, e então,
Ofereço a este poema, tu, Pai!
Ser pai é ser igual no ser,
É ser diferente por seres o meu,
É ser espaço, é ser alma, é ser nada e tudo,
É ter filhos e a todos nós, nos querer,
É ser ar ...o céu do nosso mundo.
José António Braga Furtado
quinta-feira, março 03, 2011
Hipocrisia
"Nunca sabemos quando somos sinceros. Talvez nunca o sejamos. E mesmo que sejamos sinceros hoje, amanhã podemos sê-lo por coisa contrária."
Fernando Pessoa
O passado tem-me alertado, para que no futuro não me esqueça de viver o presente.
Só podemos encontrar hipocrisia nos escombros da mente humana. Há quem vá podando esses escombros de forma a poder estabelecer alguma equidade entre si e o meio no qual interage. Outros aproveitam a dimensão desses escombros para se esconderem em chavões, clichês e outros pensamentos, muitas vezes criados em ambientes intelectuais que hoje sofrem de alguma descontextualização.
Não ser hipócrita requer autenticidade na personalidade, o que não significa débito de inteligência, muito pelo contrário... ser-se inteligente é conseguir adaptar, de forma natural, a identidade física, mental e emocional à realidade. A realidade não é hipócrita.
É tão bom olhar o espelho e perceber o quanto é determinante compreender que a imagem refletida está dentro da pessoa que a reflete.
Fernando Pessoa
O passado tem-me alertado, para que no futuro não me esqueça de viver o presente.
Só podemos encontrar hipocrisia nos escombros da mente humana. Há quem vá podando esses escombros de forma a poder estabelecer alguma equidade entre si e o meio no qual interage. Outros aproveitam a dimensão desses escombros para se esconderem em chavões, clichês e outros pensamentos, muitas vezes criados em ambientes intelectuais que hoje sofrem de alguma descontextualização.
Não ser hipócrita requer autenticidade na personalidade, o que não significa débito de inteligência, muito pelo contrário... ser-se inteligente é conseguir adaptar, de forma natural, a identidade física, mental e emocional à realidade. A realidade não é hipócrita.
É tão bom olhar o espelho e perceber o quanto é determinante compreender que a imagem refletida está dentro da pessoa que a reflete.
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