Falar de Portugal nos dias que decorrem torna-se mais dificil se não quisermos lembrar a crise. A situação em que chegou o país não é de estranhar para aqueles que de um momento para outro passaram a viver acima das suas possibilidades.
A relação entre os cartãos de débito e de crédito sempre sofreu de um paradoxo latente, pois sabe-se que o crédito é uma espécie de débito futuro e o problema é quando esse futuro não acalenta crédito algum.
Dizem os entendidos da matéria que a classe média corre o risco de desaparecer. Acho alguma graça dizer-se que pessoas que vivem sabendo que não são pobres, pensando que são ricas, pertencerem a uma classe que é média.
Quando me lembro que é no meio que está a virtude e depois verifico que a principal solução para arrecadar dinheiro é liquidar o equilibrio de uma classe social…algo está diferente, até o pensamento aristotlista perdeu substãncia filosófica.
Sou uma espécie de pessoa sem fernando no nome...escrevo, porque vejo no que leio o que num espelho não consigo ver .
quarta-feira, outubro 19, 2011
quarta-feira, outubro 12, 2011
Ia eu conduzindo o carro, a uma velocidade deprimente, mas cumpridora do código da estrada, ouvindo musica na rádio, quando começo a avistar um corpo humano a pedir boleia. Naquele gesto manual clássico, mantendo o dedo polegar íngreme numa posição lateral. Enfim, a distância foi encurtando e quando cheguei à beira dele, fiz deslizar o vidro da porta do carro e de seguida perguntei-lhe-lhe: Ei amigo, tens facebook ou gostas de apanhar boleia?
quarta-feira, setembro 21, 2011
Coteca
A noite encontra dois amigos, um mais bêbado que o outro... seguiram-se uma espécie de cumprimentos:
Então Mané, ta tudo lá, ou como é?
Ta tudo Zé, mas... lá aonde?
Não interessa, tá tudo bem então, é o que importa...jó!
Mané- Que som é esse, meu?
Zé- Qual? deve vir da tua cabeça!
Mané- Não? Ouve... vem dali!
Zé- Ah! Tá bem... é da Discoteca...
Mané- Coteca
Zé- Discoteca
Mané- Coteca
Zé- Discoteca
Mané- Coteca
Zé- Discoteca
Mané- Coteca
Zé- Discoteca
Mané- Coteca
Zé- Foooo, da Discoteca, meu!
Mané- E eu não tou dizendo coteca, seu...
Que "méxa" é essa que a gente tem!
Então Mané, ta tudo lá, ou como é?
Ta tudo Zé, mas... lá aonde?
Não interessa, tá tudo bem então, é o que importa...jó!
Mané- Que som é esse, meu?
Zé- Qual? deve vir da tua cabeça!
Mané- Não? Ouve... vem dali!
Zé- Ah! Tá bem... é da Discoteca...
Mané- Coteca
Zé- Discoteca
Mané- Coteca
Zé- Discoteca
Mané- Coteca
Zé- Discoteca
Mané- Coteca
Zé- Discoteca
Mané- Coteca
Zé- Foooo, da Discoteca, meu!
Mané- E eu não tou dizendo coteca, seu...
Que "méxa" é essa que a gente tem!
sábado, agosto 27, 2011
Aquentejano!
Para quem é alentejano sabe que vive geograficamente (visto de Norte para Sul ) para além do rio Tejo. Mas, para quem viva geograficamente para aquém do rio Tejo, não se fala que são aquentejanos. Vai-se lá saber o porquê da palavra -alentejano- existir?
segunda-feira, agosto 22, 2011
Melodia
Procuro uma melodia para poder ouvir,
Os sons que o silêncio esconde em mim.
Um som que saiba estar comigo, que eu não deixe partir,
Uma voz vinda de onde não há fim.
Procuro essa melodia para poder sair,
Deste silêncio que não me deixa ouvir esses sons.
Ouvi-la enquanto vejo a noite cair,
Tocá-la de olhos fechados.
Uma melodia que me prenda a esta liberdade,
Esse espaço vazio onde há muito por reviver,
Uma melodia que me deixe saudade,
Como esta que tenho de viver,
Mel o dia quando doce se torna,
Como um beijo vindo não dos lábios,
Mas de um som que a imaginação encarna,
Uma melodia que não me cria vícios.
Os sons que o silêncio esconde em mim.
Um som que saiba estar comigo, que eu não deixe partir,
Uma voz vinda de onde não há fim.
Procuro essa melodia para poder sair,
Deste silêncio que não me deixa ouvir esses sons.
Ouvi-la enquanto vejo a noite cair,
Tocá-la de olhos fechados.
Uma melodia que me prenda a esta liberdade,
Esse espaço vazio onde há muito por reviver,
Uma melodia que me deixe saudade,
Como esta que tenho de viver,
Mel o dia quando doce se torna,
Como um beijo vindo não dos lábios,
Mas de um som que a imaginação encarna,
Uma melodia que não me cria vícios.
quinta-feira, agosto 11, 2011
quinta-feira, julho 07, 2011
Versos? Nem sei se gosto de os fazer!!
Uso-me quando me sobra sofrer,
Salva-me a respiração após pensar,
Encurto palavras para esquecer,
Falando-as fica por lembrar...
Poses de vários sentidos,
Aparência fria a minha,
Olhos verdes , desejos detidos.
Poses que tenho e retenho,
Como uma paixão erma,
De sitio em sitio, finto com o olhar,
O que mais me comove e faz chorar.
Ser poeta... não sei...
Versos? Nem sei se gosto de os fazer!!
Com eles raramente atinei,
Com a palavra certa para te dizer.
Mas letras sinto deslizar,
No meu peito interior,
São palavras que não te consigo falar,
Mas na mudez do amor,
Escuto-as para te amar.
E é escrevendo que me vejo;
E nestes versos me revejo;
É nos poemas que te beijo,
Quando na tua falta, te desejo.
Salva-me a respiração após pensar,
Encurto palavras para esquecer,
Falando-as fica por lembrar...
Poses de vários sentidos,
Aparência fria a minha,
Olhos verdes , desejos detidos.
Poses que tenho e retenho,
Como uma paixão erma,
De sitio em sitio, finto com o olhar,
O que mais me comove e faz chorar.
Ser poeta... não sei...
Versos? Nem sei se gosto de os fazer!!
Com eles raramente atinei,
Com a palavra certa para te dizer.
Mas letras sinto deslizar,
No meu peito interior,
São palavras que não te consigo falar,
Mas na mudez do amor,
Escuto-as para te amar.
E é escrevendo que me vejo;
E nestes versos me revejo;
É nos poemas que te beijo,
Quando na tua falta, te desejo.
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